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31 de outubro de 1517 - 497 anos de Reforma Protestante 


2º Artigo de Religião do Metodismo Histórico:  Do Verbo ou Filho de Deus que se fez verdadeiro homem 


A Natureza do entusiasmo 


Para quem Tem Cristo Sempre é Natal 


Os Grupos societários na visão do Discipulado Sociedade Metodista de Juvenis   


Palavra do Bispo
Os desafios da Páscoa para os Metodistas de hoje.
“Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegava a hora de passar deste mundo ao Pai, depois de ter amado os seus do mundo, amou-os até o extremo.”  João 13.1
Aprendi nas aulas de Antigo Testamento com o amado Prof. Tércio que “a Páscoa não é uma volta sentimental ao passado, mas uma memória capaz de resistir aos erros do presente e abrir novos caminhos para o futuro. A celebração da Páscoa é um compromisso com o restabelecimento do estado de shalom e da ordem justa no mundo”.
Do hebraico “pessach”, páscoa significa a passagem da escravidão para a libertação; A “passagem de Jesus Cristo” deste mundo para o Pai vem aprofundar seu significado de festa ou celebração da passagem da “morte para a vida”, das “trevas para a luz”.
A “quarta-feira de cinzas” inaugura um período de 40 dias de jejum, reflexão, quebrantamento e arrependimento. É a quaresma que vai culminar no domingo de Páscoa, a grande “festa da libertação” do povo de Deus, na qual, no Antigo Testamento, era sacrificado o cordeiro e, no Novo Testamento, o cordeiro é substituído por “Jesus Cristo”, o verdadeiro “Cordeiro de Deus” que tira os pecados do mundo!
Este é um período histórico muito significativo para o povo de Deus; na Bíblia aparece a palavra “páscoa” 49 vezes no Antigo Testamento e 31 vezes no Novo Testamento. Ela tinha um significado profundo de libertação do povo hebreu dos domínios de Faraó e da opressão do povo egípcio escravizando o povo de Deus.
No Novo Testamento, foi um marco de libertação do povo de Deus das furiosas crueldades e castigos da escravidão política, econômica e religiosa do Império Romano imposta ao povo judeu. Mas, o que significa a “Páscoa” para o povo metodista hoje?
Entendendo que “a Bíblia é a única regra de fé e prática para os metodistas”, podemos afirmar que a “Páscoa” significa, para o povo metodista, pelo menos três desafios:desafio da memória, desafio do discipulado e o desafio do amor.
1. DESAFIO DA MEMÓRIA: “Todos os anos iam seus pais a Jerusalém à festa da páscoa” – Lucas 2.41
Cada vez que celebramos a Ceia do Senhor avivamos em nós as forças da memória e do entendimento de que servimos a um Deus libertador da vida que, na história da humanidade, sempre se manifestou contra todas as formas de opressão, escravidão e injustiça para trazer e manifestar a todos/as a plena libertação.
Essa foi uma opção clara de John Wesley e do povo chamado metodista quando iniciaram os trabalhos com presos, explorados, marginalizados e empobrecidos de Bristol e Londres. Ofereciam dignidade física, emocional e espiritual, pois sabiam que não há Evangelho se não for social. A verdadeira páscoa não é somente comida ou bebida, mas, sobretudo, se expressa na libertação total da escravidão, das trevas e da morte para um novo estado de liberdade, luz e vida abundante.
Esse é um grande desafio da Páscoa para os metodistas, hoje: realizar uma missão integral na qual levamos aos que estão nas trevas da ignorância o conhecimento do Jesus libertador de todas as formas de escravidão e opressão; uma Igreja do povo e para o povo. Cada vez que elitizamos nossas estruturas e valorizamos o institucionalismo, nos distanciamos das raízes de nossa verdadeira identidade e missão de sermos “uma comunidade missionária a serviço do povo” e para o povo.
 
2. DESAFIO DO DISCIPULADO: “E disse-lhes: desejei muito comer convosco esta páscoa, antes que padeça” – Lucas 22.15
Nunca teria chegado até a nossa geração o verdadeiro significado da Páscoa se ele não fosse ensinado, através do discipulado, a cada cristão. Sem a prática do ensino através do discipulado cristão as tradições e os feitos históricos de Deus se perdem, são esquecidos ou desvirtuados.
Um verdadeiro discipulado cristão é um grande instrumento de transmissão de conhecimento e tradições bíblicas que geram, no coração do discípulo/a, uma fé prática com bases teológicas e doutrinárias sólidas; tudo isso somado gera uma vida de carisma e caráter.
Um grande desafio para o povo metodista, hoje, é um discipulado com essas dimensões e ingredientes. Precisamos de uma geração de discípulos/as com carisma e caráter; precisamos de bases teológicas e doutrinárias sólidas que nos tragam o entendimento de que estamos aqui como resultado de uma história e que o futuro e a missão do discipulado dependem de nossas ações e práticas consolidadas a partir da Palavra de Deus; ou seja, uma base teológica e doutrinária sólida. Isto é Páscoa.
 
3.  DESAFIO DO AMOR: “Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que chegava a hora de passar deste mundo ao Pai, depois de ter amado os seus do mundo, amou-os até o extremo” – João 13.1 
Não há celebração da Festa da Páscoa sem a morte do cordeiro; a morte do verdadeiro Cordeiro de Deus é um ato de entrega, de doação, de amor.
Uma velha canção de Quaresma afirma que “Se o grão não morrer debaixo da terra, não virá a espiga alegrar a mesa. Se o grão não resistir ao vento e à chuva, não terá o vinho o vigor da uva. Se o grão não morrer na mó do moinho, o corpo estará cada vez mais sozinho. Se o grão se entregar à força do pão, convívio haverá na ressurreição”. Não há vida sem morte; portanto, não haveria Páscoa sem morte do cordeiro. O verdadeiro Cordeiro de Deus entregou, doou por amor sua vida por toda humanidade; não apenas por mim ou por você, mas por toda humanidade.
A morte de Jesus Cristo foi um ato inclusivo do amor de Deus por toda humanidade, portanto, não podemos ser “Corpo de Cristo” isolados/as. O amor de Deus na vida de John Wesley e do povo chamado metodista no século XVIII, fê-los enxergar essa grande multidão de excluídos e marginalizados. A Páscoa foi celebrada e incluiu a todos/as pelas ruas, povoados e cidades; pela nação.
Somos desafiados, como povo metodista, a abrir os nossos olhos e corações para enxergarmos, com ações práticas, uma enorme multidão de excluídos ao nosso redor. Assim, transformaremos o mundo em nossa verdadeira paróquia.
Enfim, não será possível celebrar a verdadeira Páscoa sem entender que o Cordeiro, o Pão e o Vinho, são para todos/as; é uma festa inclusiva a favor da libertação, da luz, da vida e da ressurreição em Jesus Cristo, nosso grande discipulador e mestre por excelência.
 De seu pastor, Bispo Roberto Alves de Souza.
Bibliografia:
 
1. SIQUEIRA, Tércio M.; GORGULHO, Gilberto; LOCKMANN, Paulo; ANDERSON, Ana Flora e ALVES, Luiz Roberto. Estudos Bíblicos 8 – Leitura da Páscoa como Memorial da Libertação.  Petrópolis: Vozes, 1986.
2. SCHOKEL, Luís Alonso. A Bíblia do Peregrino. São Paulo: Paulus, 2002.
3. ALMEIDA, João Ferreira. Bíblia de Estudo Vida. 2 ed. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, Vida, 1999.
4. HOUAISS, Antônio.  Grande Dicionário Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008.

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